O que eu vou fazer na Alemanha mesmo?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Essa pergunta passou pela minha cabeça pela primeira vez há umas três semanas, quando fiz uma despedida com os meus amigos. Lembro que olhei pra Dani e disse: "Sabe o que é mais estranho? Não me vejo indo para a Alemanha? Não consigo imaginar ficar um ano longe disso tudo." 

Primeiro presente ganho para a viagem: bandeira do Brasil.

Foto não muito boa, mas só porque o Rafa e a Dani
não aparecem na outra.

Em seguida, os amigos que ia encontrando e que não sabia se ia ver de novo antes de viajar, quando iam me dizer "tchau" já me desejavam boa viagem e tal, enquanto eu agia como se fosse vê-los dali cinco minutos. Aliás, continuo fazendo isso. Mas a dita da pergunta que nomeia esse post me apareceu de novo na última sexta, quando o pessoal do jornal veio aqui em casa. 

Povo do jornal. Sentadinhos ali no meio, minha mãe e meu pai.
Faltando uma semana para a viagem (semana que vem, nesse horário - 20h34 - devo estar a caminho de Frankfurt), ainda não assimilei que ela é real. Domingo comecei a jogar umas coisas na mala, mas ainda não me visualizo num aeroporto e, muito menos, desembarcando na Alemanha pra ficar um ano. Em vez disso fico me perguntando: o que diabos vou fazer na Alemanha?

O pior é que não encontro uma resposta.

Enquanto não creio no tempo, vou jogando mais umas coisas na mala, como os presentes que ganhei...

Foi uma coragem me darem um livro (baita livro, aliás) e
foi adivinhação me darem Havaianas e luvas horas
depois de eu pensar que precisava providenciar umas pra mim.

...as avacalhações que me fizeram...

Eis o perigo de certas fotos no facebook...


... e cartas queridas.

Do meu Gurizinho e dos pais dele.
Aliás, falando em cartas, mandei uma remessa delas esses últimos dias pros meus correspondentes frequentes. Vou procurar manter o hábito em terras germânicas, prometo. Ao menos postais eu vou tentar mandar - se é que vou viajar bastante, tô achando que vou investir tanto meu dinheiro em cerveja, futebol, música e literatura que não vai sobrar pra outras coisas.

Enfim, a moral desse post é só pra registrar que estou a poucos dias da viagem e ainda não a assimilei, apesar das despedidas, dos presentes, das meiguices e das avacalhações. Eu imagino minha volta, mas não imagino minha ida pra Alemanha. Será isso normal? Creio que não. Mas quando fui normal?

Pra finalizar, o registro do encontro com as criaturas que há mais tempo me aturam (e que vão me bater quando verem essa foto publicada aqui)...

Amizade das eras do ensino fundamental...
...e o baita conselho que o Marco me deu hoje: "Ana, leva um facão pra deixar embaixo do colchão. Vai que a família vende órgãos ou coisa do tipo. Cuidado com os alemães!"

Bis bald!

Ah, nessa semana saiu o segundo podcast das Meninas dos Livros. Ouça AQUI! Também nessa semana saiu meu último post no GA em terras tupiniquins e o último texto alheio que escolhi por um bom tempo. 

5 comentários:

Pandora disse...

Eu não to muito boa, por isso me emocionei demais com esse post... Mas vai dar tudo certo com certeza e você vai ver coisas novas, aprender coisas novas e voltar mais fluente no alemão, mais carinhosa e mais fofa que nunca!!! Cheros Ana, adorei a sugestão do facão!!!

Alê Lemos disse...

Vai que a família é descendente do mengele? vai fazer vc ter gêmeos rsss. Eta piada tosca mas enfim, me manda um postal? kk só um tá bom. Minha amiga foi pra Áustria e me trouxe um chocolate ao inves d eum postal. parece q ela gostou tanto dos postais que comprou que nao conseguiu desapegar. Acho que é normal não acreditar numa coisa que vc sabe com certeza q vai acontecer qdo vc tá mt ansiosa para fazê-la.

Tita disse...

Ana, fica muito difícil a gente imaginar algo que é totalmente fora de nossa realidade rotineira. Mas é justamente essa a graça dessa viagem, é para vivenciar coisas totalmente novas e inéditas que vc vai. Melhorar o alemão é só uma das consequências e que eu tenho certeza de que não foi o motivo principal para tua viagem.
Cortar o cordão umbilical não é fácil e agora vem o momento de criar coragem para isso. Você está deixando aqui todos os referenciais que sempre teve na vida, como família, amigos antigos e novos, amigos virtuais e rotineiros, trabalho, língua materna e colo materno... Apesar de todas as facilidades atuais, vai ser um período de descobertas para ti.
Que vc tem coragem, inteligência e serenidade para tirar o melhor de tudo isso, a gente tá careca de saber. Só desejo que tudo isso seja feito com alegria!
Boa viagem e lembre de ensinar para os alemães: "Aphtach achddenn, hemmohoidass iddenn" :)

GrazieWecker disse...

Acho que eu estaria na mesma situação... É quase como ficar um ano longe de ti mesma. Mas quando chegar lá, aposto, vai demorar para sentir saudades daqui! Vai ter tanta coisa nova e diferente o tempo todo para te prender a atenção! Boa sorte e bom proveito por lá, Ana!!

Ana Carolina Lima Da Rosa disse...

Estou numa situação um pouco diferente, mas que surgiu uma viagem, no qual eu vou passear (praia,porto alegre e depois Curitiba no casamento do meu tio)e tudo surgiu tão de repente, ai eu penso vai ser do dia 3/01 a 30/01 e mesmo com todos os preparativos, ainda acho estranho apesar de ser um mês longe da nova casa, nesse meio de pessoas que eu convivo a tão pouco tempo, bem 6 meses quase, mas ai eu penso se quando nas ultimas férias eu passei 10 dias longe e já não aguentava mais de saudade, vontade de voltar pra casa, penso como eu resolvi/ deu tudo tão certo, e de repente para passar um mês longe de casa e também entre situações pessoas tortas* eu vou andar de avião e de certa forma realizar um sonho, uma expectativa bem se eu to achando dificil pensar em um mês fora de casa, imagina você longe em outro país por um ano inteiro, convivendo com novas culturas, pessoas, bom quero te desejar mais uma vez uma boa viagem e aproveite! Vamos sentir falta dos seus post aqui no Brasil, mas sempre que poder, mande contato, contando como está sendo tudo, adaptação. Boa sorte e boa viagem!