Muito prazer, Böblingen!

sábado, 12 de janeiro de 2013

A sexta-feira é o meu dia mais tranquilo, já que a Gastmutter não trabalha nesse dia, não preciso cuidar das crianças à tarde e posso sair. Pois ontem aproveitei pra, agarrada à um mapa, sair pra conhecer um pouco da cidade. 


Eu tinha acordado cantando mentalmente "A Pescaria", do Erasmo, e, por alguma razão, assim que coloquei o pé pra fora de casa, comecei a cantar "Além do Horizonte", do Roberto. Vai entender. O fato é que, pela primeira vez acordei bem, sem cansaço - devo estar me acostumando ao fuso, afinal. Pelo que tinha visto, a previsão do tempo para a tarde era chuva, mas de meio-dia saiu um baita sol. Sorte minha.

Descobri que, de fato, a casa da família fica perto do centro. Deve dar uns 10, 15 minutos a pé. A Gastmutter tinha me dito onde era o shopping e, seguindo o mapa, achei-o sem problema. No caminho uma coisa que jamais aconteceria em Caxias: motoristas parando pra ti atravessar a rua. Eu nem tinha certeza que ia atravessar e, se não tinha sinaleira, eles já paravam (aí eu atravessava, claro). Vez ou outra eu parava pra conferir se estava no caminho certo.

Achei esse lugar lindo, pena que não ficou boa a foto.





Bom, eu fui direto no shopping, ou Einkaufencenter, o City Center. É legal a estrutura dele. Tem três passarelas que levam as pessoas a ele. Não sei se o vi todo, talvez eu precisasse de um mapa também, mas o pouco que vi foi suficiente. Encontrei uma loja pra comprar CDs/DVDs de música, uma livraria linda e comprei boas botas pro inverno (trouxe um tênis quente que tenho e um All Star, mas os dois tem solas terríveis - ou seja, não tem solas - então meus pés exigiam algo melhor) - minha primeira compra.



CDs do Udo! Fui forte e não comprei!


Só espero que tenha sido mesmo bom investimento...
O triste mesmo foi que na loja de CDs não tinha nada do Die Prinzen, mas eu ainda encontro. No mais tinha tudo: Bowie, Linkin Park (uma dúzia de CDs dele, lembrei do Primo do Buffon), Die Ärtze, Rammstein (tinha até o CD com o "Te quiero puta" que o Marco adora), Michael Jackson (aliás, tinha até pôster pra vender dele!), ZZ Top, Kevin Costner (eu nem sabia que ele cantava também), Nena, Die Toten Hose, etc. Mas fui forte e não comprei nada. Volto lá outro dia.

Quanto à bota, a loja de calçados é bem diferente das brasileiras. Tem várias prateleiras no meio da loja. Em cima delas os modelos, embaixo as caixas com os tamanhos. Nada de vendedor, tu vai lá, vê o modelo que tu quer, pega do teu tamanho e experimenta. Pra mim isso é fantástico por dois motivos: 1. Nunca gostei de vendedores; 2. Meu alemão não tá bom assim pra tentar traduzir o que quero comprar - nem eu português eu consigo me fazer entender!

Na hora de pagar, a vendedora me explicou que não devo lavá-la, apenas passar um pano úmido nas laterais, ou eu deduzo que tenha sido isso que ela tenha falado pelos gestos. Quase aproveitei pra comprar meias (meias nunca são demais), mas me contive à promoção de três pares de meias da Puma por seis euros.

Saindo do City Center resolvi ir por outro caminho na esperança de encontrar os correios. Nada. Na próxima quem sabe eu consiga. Aliás, falando em Correios, minha Gastmutter disse que nunca viu postal de Böblingen à venda. No shopping não achei, minhas esperanças estão nos correios. Veremos.

Na volta, lembrei da minha cerveja: "Exatamente uma semana na Alemanha, tá mais do que na hora de uma cerveja." Parei e olhei pros lados. Vi o que parecia ser um bar, mas parecia fechado. Como assim fechado? Eram 16h, se em Caxias se acha lugar pra comprar cerveja, aqui tem que ter também! No shopping não tinha. Olhei de novo pro bar. Vi uma placa com os horários de funcionamento. Atravessei a rua e olhei. Devia estar aberto. Uma olhada mais minuciosa me mostrou movimento lá dentro. Entrei.

Tinha um bando de cinquentões fumantes ali. Todo mundo parou e me olho. Pedi cerveja. Qual? A melhor (nem me liguei em questão de preço, vai que a melhor era uma fortuna? Arrisquei). Um dos cinquentões ergueu o copo. O barman me serviu. Um copo bonito de meio-litro. Qual cerveja? Stuttgarter Hofbräu. Acho que em questão de cinco minutos tomei metade do copo. Continuava todo mundo em silêncio.

O barman estão perguntou se a cerveja estava boa. Ótima. Aí expliquei que era minha primeira cerveja na Alemanha, que era brasileira. Um dos cinquentões conhecia o Brasil, inclusive Porto Alegre. Conversamos um pouco e os demais retomaram suas conversas. Terminei a cerveja, agradeci e saí (fedendo a cigarro, mas enfim). Tinha tomado minha primeira cerveja. Uma baita cerveja.


Abri o mapa de novo e conferi meu caminho de volta. Sem mistérios. Guardei o mapa e peguei a câmera. Numa das travessas, enquanto esperava a sinaleira de pedestres abrir, bati umas fotos. Nada de abrir a sinaleira, aí me liguei que eu tinha que apertar um botão ali na sinaleira pra mostrar que queria atravessar. Abriu o sinal de pedestres. Um senhor atravessava a outra rua e me parou. Pelo pouco que entendi, ele quis dizer que sempre temos que apertar o botão, senão os carros não param nunca. Agradeci e segui meu caminho. Eis algumas das casas que achei interessante fotografar.




Essa casa me lembrou da Tita,









E era isso!

Bis bald!

Lembrando: Quem não gosta de ficar vindo toda hora aqui no blog pra ver se tem algo novo, ali do lado tem uma ferramenta pra inscrever o e-mail e receber os posts por e-mail. Estejam à vontade. 
Confirmando: a diferença do fuso horário é de três horas. O fuso do blog é o da Alemanha. 
Estou agendando uma viagem pra Berlin em fevereiro. Aguardem. 
Abri a janela e está nevando. Preciso me ir já. (Eis as fotos da neve

4 comentários:

Pandora disse...

Essa cidade tem um ar bucólico néh!?!? Convida a gente a pensar em músicas antigas mesmo... Não é a toa que vc lembrou de além do horizonte, a cidade me parece bonita nas fotos... E a ideia de andar em uma sexta-feira por caminhos desconhecidos é no minimo interessante...

VaneZa disse...

Ei, aqui também os carros param na faixa e a gente nem tem que apertar botão nenhum, tá ligada?

BeijoZzz

Ana Carolina Lima Da Rosa disse...

Ana : Estou acompanhando, o desenrolar das suas historias! Mas via celular, sabe como é, nunca é a mesma coisa!
Mas sempre que consigo eu passo por aqui, seja pelo cel e comento, bom já me inscrevi para receber por email o que vai facilitar, apesar de acompanhar sempre vc!
Muito legal as fotos! E pelo computador, com certeza é melhor de visualizar tudo.

Lane Lee disse...

Adorei a áurea da cidade , Ana. Muito convidativa. rs

Ah, em Caetité os carros também param .. Muitas vezes fico viajando parada na faixa, pq aqui na minha cidade n tem disso .. Aí o motorista buzia, e eu acordo rs.