"Bitte schön, danke schön, ja, ja, ja"

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Eu disse que ia fazer um post pra postar mais fotos de Paris e blablablá, mas as fotos estão lá no facebook pra quem quiser ver e, levando em conta que eu tenho coisas mais interessantes - pra mim - pra compartilhar, não vou gastar mais um post com aquela estranha capital francesa (sério, as gurias e os mosqueteiros que comprei no Panteão salvaram a viagem e me impede de dizer que a cidade seria melhor se, do lado da Torre Eiffel, tivesse uma banca só pra vender Alcy Cheuiche). Na real esse post pode não ser tão interessante, mas eu realmente preciso registrar o fato de que passei cinco dias pós-aniversário ainda recebendo felicitações e presentes/surpresas.

Bom, esse título bonitaço em alemão é da música "Heute ha-ha-habe ich Geburtstag" (tradução literal: "Hoje eu te-te-tenho aniversário", porque no alemão tu não está de aniversário, tu tem aniversário) dos meus adorados Die Prinzen (cara, preciso me coçar e comprar ingresso pro show deles). Eu adoraria compartilhar aqui o vídeo bonito da música (ok, não é o melhor clipe deles, mas não é o pior), mas o YouTube alemão não me permite. Então, se tu quer realmente tomar conhecimento da música, tu precisa ir no site deles e procurar o vídeo. Bônus: tu vai poder assistir todos os outros clipes deles. Por favor, não deixe de ver "Alles nur geklaut" ("Tudo apenas roubado"), um dos vídeos mais genias de que tenho conhecimento, com referência a vários clipes clássicos da música mundial. Mas enfim, prossigamos.

Como eu disse no post sobre a ida a Paris, as gurias me cantaram "Happy Birthday" na frente do Moulin Rouge. Então aqui vão as fotos de registro que fiquei devendo.




Esquerda pra direita: Camila, Mo, minha pessoa,
Mayara e Susan.
Aí voltei e dei de cara com dezenas de parabéns no facebook. De fato, não ligo pra isso. Pra mim é indiferente as pessoas me parabenizarem ou não (aniversário passado debati isso com certo sr. Kaio que nos últimos meses escafedeu-se mais uma vez do universo), não vou achar que uma pessoa é mais ou menos minha amiga por isso. Pra falar a verdade, tô me encaminhando para o que meu vô faz: me esconder nos aniversários. Por quê? Porque as pessoas dão mais moral pra isso do que eu, aí elas ficam gritando no meu ouvindo enquanto eu as xingo mentalmente. E por que eu deixo meu aniversário no facebook? Sei lá, ainda não cheguei no nível do meu vô de fugir de casa no dia do aniversário. Mas enfim, prossigamos.

Dois fatos me surpreenderam: 1. Houve aqueles automáticos "Feliz aniversário", mas eles foram drástica minoria (ou ao menos pareceu ser): teve gente catando no Google como se dizer "Parabéns" em alemão (de gente com quem eu praticamente não falo); teve gente catando o "Parabéns Crioulo" no youtube; teve gente me dando parabéns duas vezes (twitter/facebook; mural/mensagem; com música/sem música); teve gente botando mais fé em mim do que eu mesma; teve gente me xingando antes que eu xingasse; enfim, teve tudo. 2. Não foi só uma pessoa que, ao ver sinais do meu aniversário no facebook, veio me dar parabéns atrasado por mural, por mensagem, catando foto meiga. Sem falar nos e-mails queridos. Em resumo, tô quase acreditando que eu não sou tão insuportável quanto eu me acho. Enfim, obrigada, povo. 

Chega então terça e a Gastmutter faz o bolo de aniversário atrasado que ela disse que não podia faltar. Ah, sim, e a primeira coisa que os guris me disseram quando me viram na terça foi "Alles Gute zum Geburtstag" (traduzindo, "Tudo de bom no seu aniversário"). Ok, até aí tudo bem. O que me assustou foi a Gastmutter dizer que só iríamos comer o bolo na quarta, porque aí o Gastvater viria mais cedo pra casa (normalmente ele vem tão tarde que eu nem vejo ele chegar) pra esse momento bonito. Cara, nesse momento eu quis fazer que nem meu vô e fugir de casa. Mas preferi fingir que sou uma pessoa normal. Aí rolou "Alles Gute zum Geburtstag" (que é o "Parabéns pra você" deles); velas pra apagar e fim. Ah, pera, o guri do meio, durante o dia, fez uma cobra com uma meia e botões e me deu de presente. Mui meigo. Ah, o bolo totalmente a minha cara (mas é bom, aliás, o bolo que os outros fazem sempre é melhor):


Mas a quarta me trouxe coisas que me fizeram esquecer o fiasco que viria à noite. Ou melhor, a carteira trouxe. Uma foi o presente da pessoa-que-eu-prometi-não-mais-nomear. Devo dizer que me aliviei quando vi que não era um pacote enorme e sim um mero envelope. Em vez de carta veio um simples "Eu sei que tu vai dizer que é uma bixice" (e eu, de fato, disse). Mas enfim, tá ali pendurado na porta do quarto:


Mas a coisa mais bonita que a carteira me trouxe foi um cartão dos parentes de Berlin, mais especificamente do sobrinho do meu bisavó, pai do primo que me alojou lá em Berlin. Percebi que de fato não tenho coração quando eu não derramei uma lágrima com essa atitude tão querida. E eu, apaixonada pelos correios, nem adorei um cartão assim, todo queridamente escrito à mão, né? Eu ia passar a tradução toda aqui, mas tô com sono. Em resumo, eles me desejam feliz aniversário e que eu aproveite bem o ano na terra originária da minha família. 



Aí ontem eu recebi um baita pacote dos meus pais. Conteúdo: figada, maionese, cocada, pé-de-moleque e rapadura. Eu tava achando que minha mãe tinha ido à cata de tudo, mas hoje ela me desiludiu e disse que as coisas procuraram ela. Explicando: o Montano (amigo da família) foi lá em casa oferecer chimia de figo e, quando minha mãe disse que pretendia me enviar (ela lembrou, provavelmente, de mim quando assimilou que não precisaria comprar a tonelada de sempre, já que a maior consumidora não está lá), ele explicou como embalar e ainda fez uma caixinha de madeira pra me enviar (a qual minha mãe não usou porque: a) ficaria pesado e custaria uma fortuna; b) tava bonita demais pra correr o risco de estragar). A maionese veio porque eu sou uma maluca que ama figada com maionese e porque minha mãe sabe que Hellmann's é Hellmann's. 

Já os doces vieram de Balneário Gaivotas, do cara que faz os melhores doces do universo e sabe que a família do Jeep e do cachorro branco são os maiores clientes dele (porque todo mundo lá só nos identifica pelo Jeep e pelo Hércules, tal como em São Marcos). Como meus pais passaram por lá sem Jeep e nosso caro e famoso Hércules morreu ano passado, ele soube da localização deles por um amigo nosso de lá. Aí minha mãe fez o rancho dela pro ano todo e lembrou de me enviar. Devo dizer que identifiquei que os doces eram do cara, antes sequer de falar com a minha mãe ou mesmo de provar. Negócio único. Ah, também identifiquei a letra no pacote como sendo da mulher dos correios, de fato, acho que andei muito por lá nesses últimos anos pra chegar nesse ponto. Obviamente que minha mãe pagou uma fortuna pra enviar tudo isso, mas aquela figada não me deixa xingar ela como eu sempre faço quando ela gasta dinheiro comigo. 




E aí hoje meu dia foi mais feliz porque o comecei comendo pão com figada e maionese. Devo dizer que tô dividida entre me empanturrar ou comer aos pouquinhos. O povo aqui se emocionou com o tamanho do pote de chimia. Se eu digo pra eles que já comi um pote desses de colherinha em poucos dias (meu tio e seus excelentes e criativos presentes de aniversário), eles na certa poriam em dúvida a credibilidade da médica que assinou meu atestado de saúde. Hoje a Gastmutter tava me olhando apavorada e perguntando de onde eu tirei a ideia de misturar chimia e maionese. Simples: eu metia maionese em tudo quando era criança. Em TUDO. E, ok, não só quando eu era criança. Mas enfim, deixemos quieto. 

E eu acho que era isso. Quem sabe no próximo post, voltem os papos interessantes. 

Bis bald!

5 comentários:

Tita disse...

E a pessoa deixa a data do niver no Face, posta fotos e faz um post todinho para um evento para o qual ela não dá a mínima???? kkkk Sei... te entregou, fia!
Quem não dá bola faz como eu, que só uns gatos pingados sabem a data do niver, pq escondo de todo mundo!
Não adianta disfarçar, "meiguinha"!

Ana Seerig disse...

Na real eu realmente não me importo. Acho bonito que as pessoas se importem com isso mais do que eu, apenas. Sem falar que odeio aqueles momentos de todo mundo querer te dar um abraço de aniversário (na maioria pessoas com quem tu nem fala). Aí como esse ano senti menos automaticidade na coisa, tive que registrar. Mas tipo, eu não entro em colapso quando as pessoas não me dão feliz aniversário ou parabéns por qualquer outra coisa, ao contrário de tanta gente que eu conheço. Se as pessoas são felizes me dando parabéns, deixa elas. Quando a herança genética do verdadeiro Bastião for mais forte, começo a escapar dos meus aniversários.

Pandora disse...

Eu não sei, porém suspeito que você se importa sim com aniversários, senão já tinha apagado os vestígios da data. Eu compreendo seu avô e a Tita perfeitamente.

E além não gostar de ser esculhambada, acho baixaria mandar coisas que possam fazer peso na sua mala quando você voltar, então comemore, não haverá pacotes para você durante 2013. Com o tempo eu te deixo feliz eliminando totalmente as bixices, mas ainda não consegui esse feito, estava fazendo esses corações para as crianças da Escola Dominical e não resisti a tentação, o lacinho caiu na viagem, era para ficar escondendo o buraquinho que fiz para amarrar a fita.

Enfim, é bom registrar essas boas memórias, porque o que é bom as vezes passa rápido e a memória nos prega peças, então a escrita sempre fica ai para eternizar as coisas de alguma forma.

Cheros Ana.

Pandora disse...

A proposito, sua mãe sabe como presentear um cristão, te enviou doces e boas lembranças de uma vez só. #Artista

Ana Carolina Lima Da Rosa disse...

Ana, amei a parte da "figada e da maionese que seus pais mandaram pra você eu amo particularmente *-*
e adorei saber um ponto mais sobre como foi seu aniversario ai na alemanhã!!