Três em um: Hamburgo, Hannover e Leipzig

domingo, 26 de maio de 2013

Depois da minha noite bem dormida em Hamburgo, resolvi ir direto no estádio. E andei, hein? Ao contrário dos outros, o estádio não ficava do lado da estação. Tive que andar muito e quase me disse perdida. Mas cheguei lá. Tirei mil fotos com a minha camiseta do Grêmio e ninguém me falou nada. Resolvi ir no museu, pra ver a humilde recordação que eles tinham do mundial de 83. Com mais dois euros eu fazia uma visita ao estádio. Por quê não? Lá corri eu pro museu, vi a placa que o Grêmio deu ao time alemão como reconhecimento pelo valor do Hamburgo. Depois, durante a visita do estádio, só temi mais a copa no Brasil. O negócio é incrível. Quando sai, conversei com o cara do caixa sobre isso (que reconheceu minha camiseta mas não falou nada) e ele foi otimista: "Vocês ainda tem tempo! Nós construímos esses estádios só pra Copa, antes não tínhamos isso". Aí eu tive que explicar pra ele que, em maioria, os estádios brasileiros estão sendo simplesmente reformados e que o melhor, atualmente, é a Arena do Grêmio, que os alemães criticaram e que não foi construído pra Copa. Então ele entendeu minha preocupação.

Voltei pro albergue pra comer meus pães com Nutella e, quando sai, mal pude ver St. Pauli, o porto, e o monumento ao Bismarck, que começou a chover. Quando voltava pro albergue, encontrei o Beatles Platz, um lugar com um monumento um tanto diferente aos Beatles. Bem criativo. Aí voltei pro albergue e não fiz mais nada. Madruguei no dia seguinte pra tentar ver algo antes de partir pra Hannover, mas ainda chovia, então só dei uma passada pra olhar a prefeitura.








Degrais que viram cadeiras...
















Prefeitura




Cheguei a Hannover exausta, não sei exatamente porquê. Fui direto ao estádio, depois de andar muito pra lá e pra cá na estação pra descobrir onde pegar o metrô que ia pra lá. Na volta, parei em umas estações pra tirar fotos de prédios bonitos e, vendo um mercado, aproveitei pra comprar pão e água (tri barato). Só que eu tava mesmo podre e sem mapa algum, resolvi ir pro albergue e ver se era possível deixar minhas coisas lá. Foi. E tinha um mapa lindo com pontos a serem vistos. Larguei minhas coisas e fui caminhar.

A cidade é cheia de prédios antigos, não entendo porque dizem que ela não é bonita. Ok, ela pode não ser extremamente colorida ou alegre e encantadora, mas ela é legal. E, se não tem referência aos Scorpions, tem estantes lindas na rua para quem quiser pegar livros pra ler. Não precisei procurar muito, tinha uma na frente do albergue. Aliás, devo dizer que não resisti a pegar um que tinha com histórias da Agatha Christie.

A caminhada foi rápida, cerca de duas horas. Voltei pro albergue e fiquei na cama. Pra minha surpresa, fiquei quase doze horas dormindo, mas me senti uma outra pessoa quando acordei. Eu devia estar mesmo podre. De manhã, antes de vir pra Leipzig, fui em Waterloo (onde teve a batalha de Waterloo) e num jardim bem importante da cidade, mas como tinha que pagar, não vi muita coisa. Na volta, passei na universidade pra tirar uma foto da escultura de cavalo bonita pro meu irmão (que nem vai dar bola, mas enfim). Ainda cheguei cedo na estação, mas foi bom, não peguei a chuva que se seguiu.

Pessoalmente, gostei da cidade dos Scorpions, e foi ótimo ficar imaginando eles andando pra lá e pra cá quando guris. Ah, sempre vi e ouvi muitos corvos aqui na Alemanha, mas nunca os vi tão tranquilos quanto em Hannover.

Ernst August, rei de Hannover





corvos!






Prédiio feio esse do jornal, hein?

Estantes nas ruas!



Um lustre no meio da rua.










Nova prefeitura. Como achar sem graça a cidade?

































Local onde teve a batalha de Waterloo













Da cidade dos Scorpions, vim pra cidade do Die Prinzen. E tá chovendo desde que cheguei. Pra chegar no albergue já foi uma luta. A explicação dizia: sai pela saída principal e siga à direita. Mas a porcaria da estação é enorme e tem umas três saídas. De algum modo, consegui chegar. Tomei um banho e queria me sossegar aqui. Só que aí uma das criaturas que tava aqui era um alemão que sabe falar português e já esteve no Brasil. Pra resumo de história, acabei com ele e uma colombiana num bar alemão (no lado de fora úmido e frio) assistindo Bayern e Dortmund e falando português. Mais que isso, traduzindo o espanhol dela pra ele e o português dele pra ela. Aí quando voltamos pro hotel, tinha um bando de chinesas/japonesas que interditaram o banheiro por umas duas horas. Mas enfim.

Acordei, tomei meu café da manhã e continuou chovendo. Aí tive que encarar a chuva, ainda mais que a previsão não é otimista pra hoje. Fica tudo perto do albergue, inclusive o estádio. Comecei minha caminhada por ele. A merda é que, ao que parece, não tem nenhuma entrada principal, então minha foto de registro de lá é praticamente nada. Mas enfim. Segui viagem pela nova prefeitura, pela universidade e outros lugares, como a Nicolaikirche e a Thomaskirche. Só que a chuva ficou mais grossa e eu comecei a ficar gelada (camiseta de manga curta e um casaco, enquanto o resto da cidade tá cheia de roupa e com frio). Voltei pro albergue e cá estou. Às 14h, a colombiana e o alemão querem ir num museu aqui perto, que é de graça ao que parece, e como espero sobreviver, vou também. De repente arrisco dar mais uma volta pela cidade hoje, já que amanhã de manhã parto pra Dresden. Reta final da viagem, amigos.



Esse não é o estádio, é outro negócio ali perto.

Tirei foto só pra me consolar



A nova prefeitura





Schiller





Universidade



Ópera



Nicolaikirche



Antiga prefeitura

Antiga prefeitura


Thomaskirche

Chuva me sabotando
Era isso.

Bis bald! 

2 comentários:

Pandora disse...

Huhu!!! A maratona está chegando ao fim!!! Bate uma melancolia saudosa de saber que uma meta foi cumprida ou da mesmo é satisfação????

Ah, sobre a copa, olha a ultima arena já foi entregue a Fifa para a Copa das Confederações, - foi a de Recife -, aliás até os estádios nos quais as seleções do Uruguai e da Espanha vão treinar já foram emprestados a Fifa oficialmente.

Agora o que mais preocupa é a mobilidade dos turistas-jogadores e jornalistas que virão, como fazer eles se locomoverem dos hotéis para os estádios. Pelo visto o truque é construir estações próximas aos estádios, aqui em Recife estão fazendo isso, construindo estações de metro próxima as arenas e nos dias de jogos carros não autorizados serão proibidos de circular. Sinceramente eu acho que vai dar certo, o evento vai acontecer sem crises, apenas me incomoda o fato de que ele aparentemente não vai trazer nada de positivo a longo prazo para a cidade, a arena Recife pelo menos me parece que vai virar um elefante branco, custoso e sem utilidade para os cidadãos comuns e nem sei se depois de alguns anos vai está bem conservada.

Sinceramente, eu ACHO que essa história de copa no Brasil, para mim, tem soado como algo inútil e custoso.

Enfim, mas por tá tudo lindo, e essas estantes no meio da rua são demais, queria uma coisa dessas em minha cidade, imagina se o Brasil um dia se torna um país assim, onde existem estantes nas ruas?!?! Que coisa linda será esse dia!!!

Ah, e essas universidades, será que elas são publicas ou privadas??? Que prédios luxuosos!!!

Bruna disse...

uuuuuuhhh olha essa universidade!
E que fofura as estantes na rua!
Ana, Europa ta fazendo bem pra ti, ta linda :P