Schiller, Schiller, Schiller

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Outro dia a Gastmutter me disse que a cidade do Schiller era aqui perto, me surpreendi, mas também não me emocionei, afinal nunca o li, não é uma emoção tipo ir na cidade do Hesse ou dos Grimm. Mas ainda tenho que ler. E reconheço sua importância para a Literatura Alemã. O que mais vi, afinal, foi monumentos em homenagem ao Schiller e ao Goethe. 

Estou lendo um livro (em alemão) sobre a Literatura Alemã, indicação da minha professora, (ok, confesso que faz uns dias que não pego o livro pra ler, mas farei isso) e o destaque é a dupla. Tem um capítulo pra cada um e um pros dois. A maior diferença, segundo o autor, é que o Goethe era de uma família mais abastada, enquanto o Schiller era mais pobre e teve que correr muito pra conseguir viver de escrever. Ele até chegou a fugir do exército por terem proibido-o de escrever. Os dois também tiveram suas crises, como a Revolução Francesa. Schiller apoiava o movimento alemão, Goethe não. Mas foram amigos únicos, uma dupla até hoje lembrada.

Segundo Peter Braun, autor do livro, Schiller era o melhor dos dois. A prova principal disso, diz ele, é que enquanto Schiller escreveu sua obra-prima, Guilherme Tell, em seis semanas, Goethe demorou sessenta anos para escrever Fausto. Braun diz ainda que Goethe reconhecia a superioridade do jovem amigo, e isso se prova pelo monumento aos dois na cidade alemã de Weimar, no qual Goethe tem uma das mãos no ombro de Schiller.

Não li nenhum dos dois autores, ainda tenho que ler. Estando aqui é-me ainda mais vergonhoso não tê-los lido, mas nunca é tarde. Mas a verdade é que na minha ida de última hora, ontem, a Marbach, cidade do Schiller, percebi a verdade em um dos detalhes ditos por Braun: Schiller não era de família rica. Vendo a casa dos Grimm outro dia, percebo que sim, eles eram privilegiados. A casa onde nasceu o criador de Tell não tem muito a esconder, cabe em uma foto. Não visitei a casa por pura mão-de-vaquice de não fã, mas quem sabe numa próxima.

Em compensação fui ao Museu da Literatura Moderna, onde descobri que o Hesse escreveu cerca de 35 mil cartas e tinha o registro de, pelo menos, 5 mil endereços; e no Museu Nacional Schiller. Mil e uma pinturas e esculturas do escritor, roupas, livros, cartas. Pessoalmente acho que o do Hesse era mais completo e organizado, pelo menos para uma estrangeira como eu, mas mesmo assim foi interessante. Aliás, foram. Os dois museus. Provavelmente podia tê-los aproveitado mais, mas enfim.

Também dei uma passada rápida em Ludwigsburg, uma cidade da qual ouço muito falar, parece que eles tem um Jardim de Contos de Fadas, com casa da bruxa, da Rapunzel e tudo mais. Pretendo voltar lá com outras gurias, então nem vi muito, só o castelo que tem por lá. Seguem, pois, as fotos:

Casa onde Schiller nasceu.



Igreja de São Nicolau

Obere Torturm



Monumento para celebrar os 100 anos de Schiller.

No museu da Literatura, um poema de Jorge Luís Borges
traduzido para o alemão

O Museu da Literatura Moderna


Quem é? 



Roupas do Schiller

Peças de xadrez do escritor.

Museu Nacional a Schiller


Frases atrás dos mapas da cidade...

E tudo que é coisa chamada Schiller. 

Cidadezinha legal.

Fonte do Homem Selvagem

Alexanderkirche, fiquei com preguiça de ir até lá. 


A estação de Marbach
Schiller de novo. Em Ludwigsburg.

É, ele morou lá. O prédio é cheio de Subway
e McDonald's hoje

Uma igreja. Não me pergunte o nome.

Monumento aos nascidos na cidade...

Eis o Residenz Schloss em Ludwigsburg



Pra um passeio de última hora não foi mal, hein? Amanhã é meu último dia de férias, mas meu mês de setembro será movimentado, então sem passeios. Aproveitarei o sossego da casa silenciosa, pois.

Bis bald!

Ah, e eu fiz uma página linda aqui pra registrar direitinho por onde passei e os respectivos posts, pra caso alguém queira conferir ou mesmo pra eu achar mais facilmente links. EIS.

2 comentários:

Lúcia Soares disse...

Ana, a casa é linda, não me parece de gente sem posses.
O que mais me encanta nas imagens, depois, claro, das construções, é a limpeza das ruas, a ausência de automóveis, parecendo muito tranquilos os lugares.
É um mundo quase irreal para nossos olhos.
Nunca li nenhum dos dois citados, também. Conheço,de Guilherme Tell só a famosa cena dele cortando uma maçã, com uma flecha, que estava sobre a cabeça de uma criança. (isso mesmo, né? rs)
Beijo!

Family More disse...

Ludwigsburg, tenho que conhecer, agora. Ahh conheço um desses caras. Quando tava tentando ler O ladrão de corpos da Anne Rice tinha bastante referencias ao livro Fausto, fiquei até curiosa pra ler. Mais uma cidade linda