"O que tu vai escrever no blog?"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Essa foi a pergunta que a Cândida me fez no domingo, pós Oktoberfest. Veja, hoje é quinta e só agora tô arriscando escrever algo. Ok, o troço não foi tão terrível assim (só um pouco), a verdade é que eu não tive tempo. A culpa é da minha súbita dedicação aos estudos e, claro, da Tamara, que me faz perder a hora conversando no facebook. Mas enfim, cá estou eu pra falar de sábado (antes que o próximo sábado chegue e eu vá atrás de outros canecos de litro em Stuttgart).

Já peço desculpas antecipadas pelos lapsos de tempo (de algum modo, nós quatro esquecemos algumas partes do dia) e pela falta de fotos (porque eu não vou publicar aquelas fotos que a Tamara tirou e que eu levei um susto ao descobrir no domingo), eu estava concentrada demais procurando um lugar pra tomar cerveja pra lembrar da máquina fotográfica. Quem sabe me redima sábado. 

Tentemos começar pelo princípio (ideia genial). Peguei o trem às 4h, cheguei no ponto de encontro às 4h15 e o ônibus passaria só às 4h50. Pouco antes disso, a guia da excursão e sua amiga (as duas mais novas que eu - a guia era estagiária), me acharam e disseram que o ônibus ia atrasar (ou seja, eu podia ter dormido mais um pouco e pego o das 5h). Elas foram bem legais, até me convidaram pra, na volta, ir fazer festa com elas. Só que não deu, por motivos a serem explicados adiante. 

O ônibus chegou, sentei num banco e depois elas vieram me chamar (com um copo de vinho) pra sentar com elas. Veja, mal tinha comido e já tava bebendo. Ok. A guia se ofereceu pra entrar em contato com a guia do outro ônibus, pra facilitar meu encontro com a Cândida (que é nova au pair aqui e eu ainda não tinha conseguido encontrar), que foi com outro ônibus. Beleza.

Chegamos lá umas 9h, talvez um pouco antes. A Cândida estava com o Mateus. Rumamos os três com as duas guias e a amiga da guia do meu ônibus, pra Oktoberfest (uns dez minutos de caminhada). Só seguimos elas, até falamos em ficar juntos, mas nos perdemos. Ainda tínhamos que encontrar a Tamara. Ela chegou um pouco depois e, pra nos acharmos, foi meio complicado. Já tinha bastante gente e eu tive que começar a pular e gritar e nem assim ela me via. Mas enfim, nos achamos. 

Resolvemos comer algo antes de começar a beber. (Eu tinha comido na última parada do ônibus.) Só umas 10h fomos atrás de entrar em uma Festhalle (que é onde os alemães ficam de pé em cima dos bancos e cantam bêbados - lindo de ver). Conseguimos. Löwenbräu. Entramos, mas não conseguimos sentar. Andamos, andamos, apelamos pra bandeira do Brasil e nada. Encontramos três caras de Pelotas, italianos e um vendedor de bretzel que dizia amar o Brasil. Mas nada de lugar pra nós. 

A Cândida queria ficar pra ver os caras pulando bêbados, mas a cerveja só seria liberada a partir das 12h. O Mateus estava nos olhando com cara de ódio. Além de ter tomado todos os energéticos que ele trazia na mochila em 10 minutos, ainda teve que nos aturar nessa indecisão de sair ou não sair. Acabamos esperando até meio-dia, quando seria feita a abertura do barril (do qual eu não tirei foto, apesar de ter pensado em fazê-lo) e da Oktoberfest. Resolvemos arriscar sair, mesmo sabendo que não poderíamos voltar.

A Tamara tinha outros amigos por lá. Ao tentar encontrar um deles, fomos no Biergarten (Jardim de Cerveja, é um local aberto, sem banda, mas com mesas para beber) da Augustiner. Não os achamos. Já íamos sair quando vimos que a entrada estava fechada. Ninguém mais entrava. Nessa onda de "O que vamos fazer?", o Mateus viu uma mesa vagar. 

Foi como nos filmes: a mesa brilhou e nós corremos pra não perdê-la. Mas no meio do caminho haviam dois garçons. Dois garçons haviam no meio do caminho. E uma mulher (lateralmente) gigantesca e estúpida que queria passar por nós pra sentar em outra mesa mesmo nós dizendo que não dava pra passar. Depois de muita luta e desespero, chegamos na mesa, a abraçamos e prometemos não mais sair dali até irmos embora.

Aí veio a primeira cerveja, com seus 6,9% de álcool (o mínimo em Bayern), e, já que não íamos ver os alemães pulando nos bancos bêbados, nós mesmos resolvemos fazer isso. Ou eu e a Tamara resolvemos. Quando ouvimos tocar 99 Luftbaloons, ficamos em pé e começamos a cantar a única parte que sabíamos: o refrão. Essa foi a primeira vez, depois não sei qual era a trilha que nos motivava. Tudo que me lembro é que éramos os únicos a fazer isso e vi até gente tirando foto.

Falando em foto, na minha primeira ida ao banheiro, o cara que nos liberou pra sentar pediu pra tirar uma foto comigo (?). O detalhe é que foi com a minha câmera, então não sei qual foi a moral. Assim como o cara americano que veio na nossa mesa dizer que amava o Brasil. Mostrei a bandeira pra ele pedindo se ele queria tirar foto e, de novo, ele me fez bater uma foto com a minha câmera. Não, não me pergunte. 

A Tamara nem tinha chegado na metade do primeiro caneco e já tava meio tonta. Dei dinheiro pra ela comprar algo pra comer e fui no banheiro. (Veja, Alexandra, eu bebo e não como, mas faço os outros comerem.) Voltei e ela tava com um bretzel. Ontem ela veio me dizer que o dinheiro também rendeu uma salada e que eu até fiz um comentário sobre, mas juro que não lembro. 

Sim, as coisas começam a ficar falhadas aí. Num minuto era dia, no outro, noite. 20h. Tínhamos que encontrar a excursão às 21h. Saímos e, de algum modo, passamos pela incrível multidão e nos vimos procurando o caminho. Foi, foi e achamos. A merda é que viemos com as guias por esses caminhos por parque e voltamos pelas ruas (provavelmente mais longo). Chegamos lá meia hora atrasados, no mínimo, e começamos a andar e andar. Nada do ônibus. Pela milésima vez tentei contato com o número de emergência e me atenderam. Os ônibus tinham ido. 

Voltamos pra encontrar a Tamara. Encontramos a Tainá (irmã dela) e um amigo delas, o Lucas, que gentilmente nos hospedou no sofá da sua sala. No domingo, às 8h30, partimos. Na terça, a guia da minha excursão me encontrou no facebook. Já tinha mandado um e-mail pra agência explicando o que tinha acontecido. A guia me disse que nos esperaram por meia hora (ou seja, infeliz desencontro, provavelmente saíram mais ou menos quando nós chegamos) e que tentou nos ligar. O problema é que o número que ela tinha meu era da Gastmutter, que foi quem fez a reserva pra mim. 

Mas enfim, tudo acabou bem. Cheguei em casa umas 14h, tomei banho e depois fui encontrar com a nova au pair da cidade pra apresentá-la às cervejas alemãs. E descobri uma que não tinha tomado ainda: Schwäb Bräu. 

Ah, sim, as poucas fotos. E dois vídeos do início, quando estávamos na Löwenbräu:

A estátua gigante que nos recebeu. 

Löwenbräu.


Tamara me ama tanto que não parou de tirar foto minha. 

Olha a cara de desânimo e a apelação pra bandeira. 

Piada boa, o Mateus não estava nos odiando.

Tamara e seu Dirndl (se é que escreve assim)

Eu quero fazer isso quando eu crescer.

Carroças de barris de cerveja da abertura.


Prost!

Tamara style.
Comparação do primeiro copo. Não, o meu não é o mais vazio.

Foi daí pra pior as fotos que a Tamara tirou de mim.

Como o Mateus disse: Resumo de domingo.





E a Cândida roubou um copo da Oktoberfest! Não fiz o mesmo porque era mais fácil colocar a bolsa dentro do meu copo do que o copo dentro da minha bolsa. Mas Stuttgart que me aguarde! 

Ah, e um vídeo poético (e com bom áudio) pra encerrar esse post:


Bis bald!

2 comentários:

Erica Ferro disse...

Caramba, imagina eu, na época em que bebia, perdida por uma festa dessas?
Seria sensacional!
Enfim, você está muito bem aí, Seerig. Muito bem. Vida boa é uma dessa. hahaha

Muito boa a legenda da foto em que a mulher segura um monte de copões de cerveja. Ela é a cara.


Sacudindo Palavras

Adriana Auler disse...

Hallo liebe Ana, ich bin gerade im Sprachlabor, im PLE mit meinen Deutschlernern -Básico 1, und wir lesen über deine interessanten Erfahrungen in Deutschland! Es macht uns Spass!Liebe Grüße