A última aventura em Munique

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pensando bem, dessa vez passamos pouco tempo em Munique de fato e minha passagem foi relativamente tranquila se comparada com as outras, ou seja, esse post não sofrerá censuras - ou pelo menos não muitas. Mas vamos começar do começo. 

No trem pra Munique (onde ia encontrar a Tainá, irmã da Tamara, para irmos pra cidade onde de fato a Tamara mora - ou melhor, a Gastfamilie dela), sentei atrás de dois italianos. Isso descobri nas pausas entre uma música e outra, já que na sexta criei vergonha e comprei um fone de ouvido - no 1,99 -, coisa que enrolava há meses pra fazer (e ele já pifou, creio que por causa do banho de chuva que tomou no sábado). Mas o que vale ser comentado é que, quando a Tainá me ligou pra dizer que ia se atrasar e eu atendi em português, eles me olharam com caras muito surpresas e eu quase comecei a rir deles. Quase.

Mas então. Cheguei a Munique, catei um mapa pra minha coleção e encontrei com a Tainá. Esperávamos o trem na plataforma dita, mas, como veio um na do lado, a Tainá disse: "Vamos nesse mesmo". Acabamos não indo parar do outro lado da Baviera, tivemos a sorte do trem ir pra Holzkirchen, a cidade da Tamara, que me lembrou muito Nova Petrópolis - cidadezinha simpática. Lá passamos pela casa da Gastfamilie dela e fomos com eles pro Kindergarten (escola infantil, em alemão), onde haveria uma festa de outono, na qual a Tamara participaria de uma apresentação, tocando flauta e tal. O interessante dessa escolinha é que eles se baseiam na pedagogia Waldorf que, se entendi bem, incentiva trabalhos manuais e a cooperação. Por exemplo, as crianças fazem pão; os mais velhos ajudam os mais novos, etc. Ah, eu aproveitei pra me empanturrar com os bolos bons que tinham por lá pra vender.

De lá fomos pra Munique (e nesse caminho descobrimos que a Tainá tinha comprado o ticket errado, mas ok, economizamos uma grana e ninguém nos pegou), comemos pizza e fomos pra frente da miserável prefeitura, onde encontraríamos o Miguel (outro caxiense com qual tenho amigos comuns e que pode entender todo o meu amor pela simpatia alemã e me deu uma aula sobre os italianos - os de Caxias vem do lado não-alegre e feliz da Itália). 

Só quero registrar que estão havendo censuras nesse post - só pra não decepcionar as pessoas. Por exemplo, não falei que nós dançamos a Dança do Pézinho na frente da Prefeitura ou que ficamos cantando Trem das Onze pelas estações - e dentro dos trens. 
Encontramos com o Miguel e fomos pra Hofbräu, a cervejaria mais famosa de Munique - porque a Tamara não ia ser feliz me deixando ir embora da Alemanha sem ter ido lá. Uns amigos dela já estavam lá. Nós não subimos nos bancos e cantamos - cantamos Amigo Punk, mas sentados, e só tomamos um caneco cada - vida-de-au-pair-pobre-com-os-dias-contados-na-Alemanha. A Tamara tinha a flauta pra ir tocar com a bandinha, mas assim que chegamos perto eles fizeram uma pausa - não sei porquê. Saímos dali e passamos uns dez minutos tentando tirar foto pra registrar nossa passagem lá. O segurança cortou metade do nome, ai fomos pedir pro povo na rua. Aí tivemos um momento bonito: os amigos da guria que bateu a foto pra nós se meteram na nossa foto. Eles pediram pra fazermos uma foto deles e, enquanto a Tainá batia, nos metemos na foto. Foi lindo. 

Depois? Eu, Tamara e Tainá voltamos pra casa como gurias comportadas que somos. E eu fiz negrinho de panela pra gente. Foi lindo comer negrinho à meia-noite em Munique. Aproveitei e passei mais de duas mil músicas pra elas - e vi pela segunda vez em uma semana uma cara de surpresa ao abrir minha pasta de músicas. Não sei porquê, há quem tenha mais que eu - talvez não sejam maioria no universo, mas enfim.

Colocamos o despertador pras 7h, comemo algo; eu lavei as bagunças do negrinho pra causar uma boa impressão e começar a me acostumar com a ideia de que no Brasil não há tantas máquinas de lavar louça como aqui; e fomos pra estação depois de comer uns pães e empacotar outros. Eu e a Tamara passamos um mês programando esse dia e queríamos dar a volta na Alemanha toda, mas acabamos nos limitamos a Ulm e Stuttgart. Ulm, cidade do Einstein, por causa da catedral - a torre mais alta da Alemanha; e Stuttgart porque eu falo tanto da minha querida Stuttgarter que a Tamara queria provar. 

Pra encontrar a Catedral em Ulm era fácil, só olhar pra cima, mas daí pra chegar a Hauptbahnhof era mais complicado - pedimos informação e fomos simpaticamente guiadas quase que até a porta da estação por uma senhora muito simpática. Ficamos quase uma hora esperando o trem pra Stuttgart - tempo que matamos comendo e dando voltas ao redor da estação. Aqui vocês já podem notar que não turistamos tanto quanto pretendíamos, mas colocamos o papo em dia - e pensar que essa só foi a 3ª vez que eu encontrei a Tamara!

Chegamos em Stuttgart e tentamos contatar a Cândida sem sucesso. Ficamos andando pelo centro vendo todo o pouco que há pra ver lá e a construção do Mercado de Natal (o segundo maior da Alemanha), achamos um lugar onde eu pude matar minha vontade de batata frita e a Tamara a fome dela. Só então fomos atrás da Stuttgarter. Tiramos fotos pra registrar o momento e tudo. (Aliás, Tamara, eu ainda tô com a minha tampinha no bolso e já derrubei ela umas quantas vezes no chã.)

Voltamos pra estação e, enquanto esperávamos o trem da Tamara, gravamos o vídeo dela tocando Trem das Onze, como prometido pra Mayara. Na certa ia ser uma versão bem animada se tivéssemos gravado no sábado, mas ok, essa é uma versão mais bonita. 

Ah, sim, o maior plano desse encontro não se realizou por sacanagem de São Pedro (ele me adora): foto de biquíni na neve. Triste, muito triste. Mas ok, se um dia nevar em Caxias de novo, exijo que a Tamara pegue o primeiro ônibus de Teotônia e tiramos a tal dessa foto - apesar de não ser tão emocionante como fazer isso na Alemanha. 

Agora o pessoal de Munique pode respirar mais sossegado e Caxias pode começar a se preocupar: em pouco mais de um mês estou de volta e, um pouco depois, a Tamara chega na região. Deixaremos de tomar cervejas alemãs falando português pra falar alemão tomando cervejas brasileiras. Não é uma troca fantástica quando se pensa na questão de cervejas, mas é melhor a gente se preparar pra encarar esse desafio a simplesmente ignorar o problema, não é verdade? Enfim, Caxias e região que nos aguarde!

O povo agregando na foto

O grupo quase certo, tirando o cara do lado da Tainá

Essa é a Tamara

Tainá - minha gêmea de jaqueta do Grêmio


Porque a Tamara adora tirar foto minha


O nosso trem das onze

Uma igreja em Ulm.

O Donau (Ulm)

Prefeitura de Ulm e catedral de fundo

Uma pirâmide, não me perguntem porquê
Eu no meio da foto alheia


Catedral por dentro


Mercado de Natal em Ulm


A famosa Münster



Tchau, Münster!

Tamara brincando de me fotografar

E eu revidando

Stuttgart


Mercado de Natal sendo montado



Uma Stuttgarter em Stuttgart com o time de Stuttgart!



As amigas da Tamara - ela adora pombas!
Bis bald!

1 comentários:

Family More disse...

ahhh já tá acabando! Não sei tu, mas eu achei esse ano passar bem rápido, parece que foi ontem que tu foi pra Alemanha.
E meu deus, a Münster é MARAVILHOSA!!

e pausa pra esse belo dia de sol que estava nas fotos kkk.